A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, é uma condição muito frequente e pode estar presente mesmo em pessoas que não apresentam sintomas.
O ultrassom de abdome é frequentemente o primeiro exame que identifica a esteatose. No entanto, ele possui algumas limitações: sua capacidade de detectar pequenas quantidades de gordura no fígado é menor, o resultado pode variar de acordo com características do paciente e do exame, e o ultrassom convencional não é adequado para determinar com precisão o grau de fibrose hepática.
É nesse contexto que a elastografia hepática (FibroScan) pode complementar a avaliação.
O FibroScan é um exame rápido, indolor e não invasivo que permite avaliar dois aspectos importantes da saúde do fígado:
Gordura no fígado: por meio do parâmetro CAP (Controlled Attenuation Parameter), que fornece uma avaliação quantitativa relacionada à presença de esteatose hepática.
Rigidez do fígado: a elastografia mede a rigidez hepática, informação utilizada para estimar a presença e a gravidade da fibrose hepática.
Isso é especialmente importante porque, diante da gordura no fígado, não queremos saber apenas “tem ou não tem esteatose?”. Também precisamos avaliar se existem sinais de comprometimento hepático mais avançado.
O ultrassom continua sendo um exame importante e pode identificar alterações no fígado e em outros órgãos do abdome. Porém, quando o objetivo é avaliar especificamente a esteatose e o risco de fibrose, ele apresenta limitações.
A esteatose leve pode não ser identificada pelo ultrassom, e a interpretação da quantidade de gordura é predominantemente qualitativa. Além disso, um ultrassom mostrando apenas “esteatose hepática” não informa de maneira confiável se já existe fibrose significativa.
Por isso, em pacientes selecionados, a elastografia pode fornecer informações adicionais importantes para estratificar o risco e definir o acompanhamento.
A presença de gordura no fígado nem sempre significa que haverá doença hepática avançada. Entretanto, em algumas pessoas, a condição pode estar associada a inflamação e progressão da fibrose ao longo dos anos.
A fibrose hepática é um dos principais fatores relacionados ao prognóstico das doenças hepáticas crônicas. Identificá-la precocemente permite definir quais pacientes precisam de investigação e acompanhamento mais próximos.
A elastografia pode ser considerada principalmente em pessoas com gordura no fígado, alterações persistentes das enzimas hepáticas ou fatores de risco metabólicos, sempre de acordo com avaliação médica individualizada.
A Dra. Pâmela Oliveira, gastroenterologista, realiza elastografia hepática (FibroScan) em Brasília para avaliação da esteatose e da fibrose hepática, com interpretação do resultado em conjunto com a história clínica e os demais exames do paciente.
O FibroScan não substitui todos os exames do fígado. Ele faz parte de uma avaliação integrada e deve ser interpretado dentro do contexto clínico de cada pessoa.
Dra. Pâmela Oliveira
Gastroenterologista
CRM-DF 27112 | RQE 23115